GRUPO 03

GRUPO 03 - CURSO MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO - PROFESSORES:

Janete Ap. C. Bérgamo, Helenise Camara C. Buck , Eveli de Almeida S. Alberti, Glória de Oliveira M. Barros e Sonia Ap.L. Passarinho

quinta-feira, 6 de junho de 2013



Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir.
Francis Bacon    ( Site: Pensador.info )





Tudo começou com uma biblioteca comunitária numa área rural do Paraná, carente de projetos de incentivo à leitura. A iniciativa cresceu em parceria com professoras de escolas rurais da região e hoje, por meio de um blog, o grupo forma uma rede que troca experiências com projetos de todo o país.
Luiz Henrique Gurgel


“Oh! Bendito o que semeia/ Livros... livros à mão cheia.../ E manda o povo pensar! /O livro caindo n'alma /É germe — que faz a palma, /É chuva — que faz o mar”. Os famosos versos de Castro Alves (do livro Espumas Flutuantes, de 1870) bem que poderiam servir de legenda para uma dupla de estudantes universitários de Curitiba (PR). É que desde 2011, por meio de um blog – o Bibliotecas do Brasil –, eles divulgam, incentivam e trocam experiências sobre a criação de bibliotecas comunitárias e projetos de incentivo à leitura por todo o país.
Os voluntários Daniele Carneiro e Juliano Rocha entraram para o mundo das bibliotecas livres comunitárias quase sem querer. Um amigo pediu ajuda ao casal para montar uma biblioteca numa pequena comunidade rural, sem acesso a livros ou a projetos de leitura, na Serra do Mar paranaense, próxima à cidade de Morretes. Assim nasceu, na Estrada do Anhaia, a Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa que funciona na sala de estar da casa dos proprietários. Para propagar a experiência, os fundadores também criaram um blog que conta a história do projeto e fala das atividades realizadas por lá.
“Fizemos arrecadação de livros através do Facebook/Twitter junto aos amigos, familiares e ex-professores. Por meio de doações conseguimos montar um acervo com mais de mil livros e fizemos vários eventos paras as crianças da Estrada do Anhaia, onde fica a biblioteca. Ela é livre, não precisa de cadastro, carteirinha, apresentação de documentos, é só pegar um livro emprestado e levar”, conta Daniele.
Região carente de espaços culturais, a biblioteca do sítio se transformou num pequeno centro cultural, pois além de emprestar livros, passou a organizar encontros com autores, passeios, atividades de educação ambiental e oficinas do livro, atraindo moradores e estudantes das escolas da região. Segundo Daniele, a parceria com escolas e professores foi fundamental: “Esses eventos não seriam possíveis se não tivéssemos o apoio das professoras das escolas rurais da Estrada do Anhaia”, afirmou.

De um blog local para um blog nacional
O blog Biblioteca Comunitária do Sítio Vanessa virou o principal canal de divulgação do projeto e outras bibliotecas comunitárias ou grupos com iniciativas parecidas em várias partes do país começaram a se comunicar com Daniele, Juliano e o grupo do sítio. Daí foi um passo para criar um novo blog, mais abrangente: “Com essa troca de ideias constante, decidimos criar o blog Bibliotecas do Brasil para colocar no mapa iniciativas de incentivo à leitura e bibliotecas comunitárias que nos procuravam”, explica a estudante.
Virou fonte de referência para esse tipo de projeto, possibilitando contatos, intercâmbios e tornando conhecidas várias iniciativas voltadas ao incentivo à leitura. O blog traz dicas e fala de experiências que podem facilitar a vida de quem pretende criar bibliotecas comunitárias e despertar o interesse pela leitura em locais sem bibliotecas e que sofram com a falta de programas de incentivo. 
A experiência com esse primeiro blog serviu de motivação para novas ações dos próprios blogueiros, Daniele e Juliano. “A partir do momento que começamos a publicar textos, começamos a montar também pequenas bibliotecas livres em lugares que frequentamos, ou que conhecemos, como por exemplo, um café, um restaurante”. Até uma loja de equipamentos para escaladas e acampamentos reservou espaço para os livros. Os clientes podem escolher e levar livros para suas viagens e aventuras (clique aqui e conheça a loja).
Em abril, o blog deu início ao seu primeiro concurso cultural: “Fotografe sua biblioteca”. A ideia é “conhecer a cara das bibliotecas brasileiras”. Basta tirar uma foto da fachada de qualquer biblioteca da cidade em que o participante more. As melhores serão publicadas no blog. E a foto mais bonita ganha o livro As 100 melhores Histórias Eróticas da Literatura Universal, da Ediouro. O concurso termina no dia 22 de junho.
Como militantes da causa, a dupla que semeia livros e bibliotecas explica todas essas ações:  “Queremos fazer uma difusão do pensamento e do conhecimento de que qualquer pessoa e comunidade podem começar suas próprias bibliotecas do zero, sem nenhuma ajuda oficial, se assim desejarem”.
Castro Alves assinaria embaixo.
Fonte:   http://escrevendo.cenpec.org.br/      

domingo, 2 de junho de 2013

Coleção de depoimentos sobre leitura e escrita

Apresentação
A coleção de depoimentos tem  como objetivo relatar as diferentes vivências dos integrantes do grupo com relação à leitura e  a escrita.
Profª Janete Bérgamo
A minha experiência com a leitura começou com as histórias contadas todas as noites pelo meu pai. Então, após o jantar, eu e meus dois irmãos sentávamos naquela pequena saleta e curiosos esperávamos ele começar a história. Todos os causos vinham de sua própria imaginação, pois tanto ele quanto a minha mãe estudou pouco. Mas a cada dia, uma história mais mirabolante que a outra. Nós ficávamos atentos para não perder nem um pedacinho.  Um dia era a história do porco, outro dia, a história do homem que carregava um saco nas costas e andava pelos cafezais. Depois quando aprendi ler, meu primeiro contato com a leitura foi com uma espécie de almanaque que sempre ganhava do farmacêutico, após tomar uma injeção. Lá tinha muitas piadinhas...
E no decorrer dos anos, ainda na escola, tive uma professora de português, na 5ª série, que pedia muito resumo de livro, mas tinha que ser da coleção vagalume, então li: “Sozinha no mundo”, “O caso da borboleta Atíria”,“Éramos seis”, “ ilha perdida”,etc. Nas séries seguintes li “ O pequeno príncipe” e outros livros da biblioteca. Portanto, sou como a Danuza, leio qualquer coisa que chegue às minhas mãos.
“Adoro ler, e leio qualquer coisa que chegue às minhas mãos, de bula de remédio a dicionário, é uma mania”. (Danuza Leão - Jornalista e escritora) Fonte: Depoimento feito ao site da Livraria Cultura em 2004.

Profª  Helenise Camara


Sempre fui uma leitora voraz. Lembro-me de que com nove anos de idade ganhar uma coleção de contos de fadas de minha mãe. Essa coleção não tinha quase gravuras, mas muitas páginas escritas. Em poucos dias tinha lido tudo. E continuei nesse ritmo, lendo muito. Meu irmão que é mais velho que eu nove anos, era sócio do Círculo do Livro, todos os meses adquiria novos livros, geralmente clássicos. Li vários, inclusive as tragédias de Shakespeare. Li também Julia, Sabrina etc.
Minha mãe, professora alfabetizadora, sempre nos incentivou a ler. Em casa tínhamos sempre literatura que ela comprava ou assinava.
Na escola comecei a ler livros no extinto primário e líamos pelo menos quatro livros por ano. No “Colegial” li ainda mais e todas essas experiências de leitura certamente tiveram grande importância sobre a minha vida, sobre quem eu sou.
Certa vez quando fazia o magistério (o extinto CEFAM) tivemos a oportunidade de ler e discutir um texto de Rubem Alves chamado “Sobre jequitibás e eucaliptos – amar” inserido no livro “Conversas com quem gosta de ensinar” (1980). Esse texto fala sobre a diferença entre professores e educadores. É maravilhoso. Na época em que li devia ter uns 18 ou 19 anos e já tinha escolhido minha profissão e decidi que queria muito ser uma educadora e esse trecho da leitura “devorei” no sentido que Rubem Alves fala sobre antropofagia: “Educadores, onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.” (p.11).
E isso tem sido constante em minha vida, acompanha-me, tornou-se parte integrante de mim; leva-me diariamente, no exercício de minha função, a pensar e repensar em quem sou e como estou atuando em sala de aula.
Provavelmente por esse motivo amei a afirmação de Rubem Alves sobre a antropofagia “A experiência literária é um ritual antropofágico. Antropofagia não é gastronomia. É magia. Come-se o corpo de um morto para se apropriar de suas virtudes [...]. Eu mesmo sou o que sou pelos escritores que devorei... E se escrevo é na esperança de ser devorado pelos meus leitores.”

Profª Eveli de Almeida

Desde pequena sempre tive incentivo à leitura. Meu pai, embora tenha tido pouco estudo, sempre manteve uma assinatura de um jornal e de uma revista que fosse de interesse deles e dos filhos. Em casa, tínhamos o jornal da cidade que passava de mão em mão. Claro que cada um procurava os assuntos de seu interesse, mas despertou-nos para o mundo das notícias. Tínhamos sempre a “Nosso Amiguinho”, “Recreio” e depois “Vida e Saúde”, entre outras. Até o “Almanaque Sadol” que era distribuído em farmácias era lido e comentado. Penso então que, assim como era importante manter o material e a tarefa organizada, a higiene pessoal e coletiva, etc.,  o gosto pela leitura foi passado a todos os filhos naturalmente. Na escola, não tínhamos tanto acesso a livros, mas sempre visitávamos espontaneamente a biblioteca pública. Emprestávamos dos primos e dos amigos. Lembro-me que na casa de uma tia, eu invejava a quantidade de gibis que meus primos tinham: um quartinho com muitas estantes cheias deles. O bom da história é que tínhamos total liberdade de emprestá-los e lê-los. A Escola Dominical foi outra grande contribuição para o desenvolvimento da leitura oral, compreensão, aquisição de vocabulário. As peças teatrais na igreja também ajudaram muito em relação à ênfase, entonação, interpretação. Mais tarde, em outra fase da vida, conversando com meu namorado (hoje meu marido), comentei que havia lido “Capitães da Areia” e que gostaria muito de relê-lo e ter um exemplar só meu, mas não poderia adquiri-lo, pois eu não tinha dinheiro para tal. Qual não foi minha surpresa, ao organizar a estante de casa, algum tempo depois, encontrar o querido livro entre outros dos meus irmãos. Jamais me passaria que esse livro lá foi colocado para que eu tivesse a agradável surpresa, com uma linda dedicatória! Até hoje, guardo esse livro com muito carinho e vez ou outra, passo para dar uma espiada em suas páginas...Enfim, amo ler, não consigo passar um só dia longe da leitura e fico surpresa quando ouço alguém declarar: "Não gosto de ler"! Como consegue viver, então?

Profª  Sonia Passarinho

Minha experiência leitora se iniciou aos seis anos, com a cartilha Caminho Suave ( que saudade!), sempre gostei de ler em voz alta,  até na igreja participava da leitura,  e fiz parte do coral que também formava um grupo de teatro, não me sentia inibida na hora de ler. Tinha  minhas preferências, e os livros que marcaram minha adolescência  foram Éramos Seis e Ilha Perdida, chorava muito durante a leitura, mesmo que a história fosse de aventura, pois me entregava totalmente a ela.
Em Éramos Seis vivi mais intensamente a leitura, pois o número de personagens eram o mesmo de pessoas da minha família, o que me permitia uma identificação entre eles.

No livro havia o pai, a mãe, três irmãos e uma menina exatamente como na minha família.

sábado, 1 de junho de 2013

Apresentação

QUEM SOMOS

Professores de Língua Portuguesa do curso “Melhor Gestão, Melhor Ensino”2013,  temos como  objetivo  aprender mais e assim despertar nas pessoas o gosto pela leitura através de ações criativas que acontecerão no dia a dia na sala de aula. Pertencemos ao grupo 03 e iremos desenvolver um trabalho colaborativo neste blog. Pretendemos de início, postar os depoimentos relacionados à leitura e a escrita dos envolvidos nesse grupo 03.  Até mais!  Aproveitem!
OBJETIVO

O curso Melhor Gestão, Melhor Ensino, uma ação de formação continuada para professores PEB II dos anos finais de Língua Portuguesa e Matemática que faz parte do Programa Educação – Compromisso de São Paulo. O objetivo é ampliar a formação dos cursistas para que possam participar de forma mais efetiva das práticas atuais que envolvem a leitura e a escrita em diversos contextos, situações, suportes e mídias, uma das exigências para uma participação mais efetiva, letrada e cidadã na sociedade.